Nos dias 7 e 14 de dezembro de 2025, a Diretoria da ADUFPI esteve presente em dois atos de grande importância, que refletiram a união da sociedade em momentos decisivos para a democracia e para os direitos das mulheres.
No dia 7 de dezembro, a ADUFPI se uniu ao movimento Mulheres Vivas em Teresina para um protesto que mobilizou diversas categorias sociais em defesa das mulheres e contra a violência de gênero. A manifestação, realizada na Praça Pedro II, destacou a urgência de políticas públicas efetivas diante do aumento alarmante da violência doméstica e dos feminicídios no Brasil. A presidente da ADUFPI, professora Escolástica Santos, e a vice-presidenta, Bárbara Johas, estiveram no ato, dialogando com as diferentes organizações e reforçando o compromisso do Sindicato dos Docentes da UFPI na luta pelos direitos das mulheres. Escolástica Santos ressaltou que, “estamos nas ruas para denunciar e para anunciar. Denunciar o machismo que impulsiona atos de violência e anunciar que somos fortes, estamos unidas e organizadas”.
O lema “Basta de feminicídio! Queremos as mulheres vivas!” foi o mote principal do evento, que também exigiu o funcionamento contínuo das delegacias da mulher, a ampliação das casas-abrigo e a agilidade nas medidas protetivas. Esse ato foi uma resposta ao crescimento das estatísticas de violência, cujos números mostraram um aumento preocupante de casos de agressões e feminicídios em 2025.
E neste domingo, 14 de dezembro, a ADUFPI também se uniu aos milhares de brasileiros em defesa da democracia, participando do ato nacional “Sem Anistia para Golpistas”, realizado em todo o país. Esta atividade foi um grito contra os retrocessos autoritários e os ataques à Constituição, com destaque para a votação ocorrida na madrugada de 13 de dezembro, em que uma proposta de dosimetria foi discutida de forma capciosa e sem o devido debate. A votação, realizada de maneira escusa na calada da noite, gerou revolta na sociedade que respondeu nas ruas contra as tentativas de proteger golpistas e enfraquecer a justiça.
“Precisamos estar unidos enquanto movimentos, frentes e organizações contra a proteção destes golpistas e sempre em favor da democracia” destacou a professora Bárbara Johas, vice-presidenta da ADUFPI. A manifestação do dia 14 exigiu uma postura firme das instituições brasileiras para garantir que qualquer manobra que ameace a democracia seja prontamente barrada.
Esses dois domingos de mobilizações foram uma forte demonstração de que a sociedade brasileira está em alerta e pronta para resistir aos retrocessos e que a ADUFPI, como espaço de resistência e formação crítica, segue comprometida com as lutas por justiça, pela democracia e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
















