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CORTES NA EDUCAÇÃO: o que está em jogo quando a educação é tratada como gasto e não investimento?

O Congresso Nacional aprovou recentemente cortes de quase R$ 500 milhões no orçamento das universidades federais para 2026. Esta ação é mais uma evidência de um processo sistemático de desvalorização e precarização da educação pública no Brasil, que afeta diretamente a qualidade do ensino, a pesquisa científica e o próprio acesso à universidade.

O que está em jogo com essa redução orçamentária? A começar pela infraestrutura das universidades, que já enfrentam dificuldades estruturais em diversas áreas. Podemos citar, ainda, laboratórios em condições precárias, falta de materiais didáticos, manutenção deficiente de campus e serviços essenciais para a vida acadêmica. 

E quanto aos programas de apoio aos estudantes, em especial os de baixa renda? É claro que, com menos recursos, as universidades terão menos condições de oferecer bolsas de permanência, auxílio transporte e alimentação. Isso significa que milhares de jovens, que hoje dependem dessas políticas para concluir seus estudos, estarão ainda mais vulneráveis.

Além disso, os cortes afetam a própria pesquisa, que representa um pilar essencial para o desenvolvimento científico, social e econômico do país. Se hoje a produção científica nas universidades federais é responsável por grande parte da inovação tecnológica e social no Brasil, como manter esse trabalho sem os recursos necessários?

 Não se trata de um ato isolado. Faz parte de uma estratégia mais ampla de precarização da educação pública, que visa descredibilizar e privatizar o ensino superior gratuito e de qualidade. 

É neste contexto que a ADUFPI se junta às demais entidades sindicais e estudantis, bem como aos demais movimentos sociais, pois entende que a resistência a esse corte deve ser imediata. Precisamos de uma mobilização massiva para reverter essa situação antes que ela prejudique irremediavelmente a formação das próximas gerações.

É hora de todos refletirem: até onde vamos deixar que o futuro do Brasil seja comprometido em nome de uma falsa austeridade fiscal? A educação não pode ser tratada como uma despesa, ela é um investimento no futuro da nação.