RACIALIDADES E MULHERIDADES NEGRAS NA UNIVERSIDADE: trabalho, desigualdades e resistência.
Como pensar uma universidade verdadeiramente democrática sem enfrentar o racismo, o sexismo e as desigualdades que atravessam as relações de trabalho, a produção do conhecimento e as trajetórias de mulheres negras?
É a partir dessa reflexão que a ADUFPI realiza a mesa de abertura da I JORNADA DE FORMAÇÃO ANTIRRACISTA, propondo um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva sobre as estruturas que produzem desigualdades no ambiente acadêmico e as estratégias de resistência protagonizadas por mulheres negras e pessoas negras.
A discussão parte do reconhecimento de que o racismo não está fora da universidade: ele também se manifesta nas relações institucionais, na divisão do trabalho, nas oportunidades profissionais, na representatividade e no reconhecimento dos saberes. Por isso, construir uma educação antirracista exige compromisso institucional, formação crítica e valorização de diferentes experiências e epistemologias.
Para essa conversa, reunimos mulheres com trajetórias de atuação política, acadêmica, cultural e de enfrentamento às desigualdades.
CONHEÇA QUEM ESTARÁ NESTA MESA:
AYRA DIAS — Travesti negra, graduada em Serviço Social, trativiativista e membra da Conexão Nacional de Transexuais e Travestis de Axé (CONATT). Escritora, com publicações nas antologias Peles e Nossas Famílias, poetisa, mãe da Casa di Manicongo e produtora cultural.
ESCOLÁSTICA SANTOS — Presidenta da ADUFPI, doutora e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Emancipação Humana (NESPEM).
MEDIAÇÃO: EDIVANIA ARAÚJO — Secretária-geral da ADUFPI, doutora em Meteorologia e coordenadora do ClimGEO (Grupo de Pesquisa em Climatologia Geográfica).
A I Jornada de Formação Antirracista da ADUFPI é um convite à reflexão e, sobretudo, à ação. Porque enfrentar o racismo na universidade é uma responsabilidade coletiva e um compromisso com a transformação social.
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