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Nota de solidariedade e repúdio às ameaças sofridas pela professora Samara Oliveira.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI) vem à público manifestar seu irrestrito apoio à professora Samara de Oliveira Silva, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus de Parnaíba, alvo de graves ameaças de morte encontradas em seu local de trabalho no último dia 15 de outubro de 2026. Este episódio exige não apenas solidariedade à docente, mas também uma resposta firme das instituições públicas e autoridades diante de tais práticas de intimidação que atentam contra a liberdade de manifestação democrática.

O ocorrido não pode ser tratado como um caso isolado, dissociado do contexto de acirramento das disputas políticas e de disseminação da intolerância no país. Quando ameaças como estas são utilizadas para constranger uma professora ou educador, o que está em questão não é apenas a segurança individual da(o) trabalhadora e das mulheres, mas o próprio direito de docentes de expressarem suas posições políticas, participarem do debate público e exercerem sua cidadania sem sofrer represálias. O medo não pode se converter em instrumento de controle político, tampouco em mecanismo de silenciamento dentro ou fora das universidades.

Historicamente comprometidas com a formação crítica e o debate plural de ideias, as universidades públicas JAMAIS irão se submeter a qualquer tipo de intimidação. A liberdade de expressão, a liberdade de cátedra e a autonomia universitária são princípios indispensáveis à existência de um ambiente acadêmico democrático. Por essa razão, ameaças dirigidas a uma docente ultrapassam a dimensão individual e atingem toda a comunidade universitária, ao tentar impor limites à livre circulação de ideias por meio da violência e da coerção.

Diante da gravidade dos fatos, a ADUFPI exige a apuração rigorosa e célere das ameaças, a identificação de seus responsáveis e a adoção das medidas legais cabíveis. É igualmente necessário que as autoridades competentes assegurem a proteção da professora Samara de Oliveira Silva, e evite que a ausência de respostas institucionais contribua para a perpetuação da insegurança e para a naturalização de práticas de violências contra mulheres e toda comunidade acadêmica.

Nesse sentido, a ADUFPI se soma às vozes que denunciam a violência e reforça que nenhuma divergência de opinião política pode justificar ameaças e perseguições.

Por fim, a Diretoria ADUFPI expressa sua solidariedade à professora Samara de Oliveira Silva, à comunidade acadêmica da UESPI e a todas e todos que defendem a universidade pública como espaço de liberdade, conhecimento e transformação social. Ao passo que também expressa total repúdio às práticas de violências de gênero e institucionais.

O movimento sindical docente permanecerá comprometido com a defesa dos direitos da categoria, da autonomia universitária e das liberdades democráticas, e principalmente, a proteção dos direitos das mulheres nos quais ameaças e intimidações não irão prevalecer.

Em defesa da democracia, da liberdade de expressão e da universidade pública, nenhuma ameaça pode nos calar, nenhuma ameaça vai nos calar! Lutar não é crime!