TEMPOS DIFÍCEIS NA UFPI

Julho 8, 2009, 1:37 p.m.

 

TEMPOS DIFÍCEIS E MISTERIOSOS NA UFPI

 

1. PORTAL AZ PUBLICA ARTIGO DE PROFESSOR DA UFPI

 

O Portal AZ no dia 07/07/2009 publicou artigo do Professor MAGNUS PINHEIRO, atual Chefe do Departamento de Comunicação Social da UFPI e Diretor de Imprensa e Divulgação da ADUFPI. O OBSERVATÓRIO parabeniza o Professor MAGNUS por ter abordado em seu artigo um tema relevante, considerando o momento pelo qual passa a UFPI. PARABÉNS PROFESSOR MAGNUS PINHEIRO!

 

Tempos difíceis na UFPI

 

Magnus Martins Pinheiro*

 

A Universidade Federal do Piauí nunca viveu tempos tão difíceis como agora. Tempos de solidão. Tempos (pasmem!) silenciosamente calados, embora os seus assombros sejam hediondos, o que foge à mais vã compreensão.

 

Qualquer especialista em gestão pública sabe que uma administração narcisicamente desastrosa e, principalmente, ceifada de improbidades administrativas leva a enfraquecer a higidez institucional de um órgão público, por mais fortalecido que este possa ser. Um infeliz e lamentável exemplo disso é o que vem ocorrendo com a Universidade Federal do Piauí, o bem maior e mais importante centro de produção de saber da sociedade piauiense. Tempos obscuros mesmo, estes hoje vividos pela UFPI.

 

A situação, segundo alguns membros da diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí - ADUFPI, é decorrente de uma gestão irresponsavelmente insana, de atos pautados de absurdos e desvarios. E por conseqüência disso, a universidade vem sendo impulsionada – desafiando todas as leis da física – por núcleos desatomizados. Como a Universidade Federal do Piauí é uma instituição pública federal, patrimônio de toda a sociedade brasileira e, em particular, a piauiense, o que se passa ali é crime de ordem pública. São enormes os danos e os prejuízos à comunidade universitária nos mais diversos âmbitos dessa instituição e também à sociedade.

 

O agravante de tudo isso é a constatação de que o cotidiano dos seus professores, alunos, servidores e técnicos administrativos – guardadas algumas boas e valorosas exceções – é marcado por um ilhamento pessoal e pelo vazio de manifestações de pertencimento social. Parece que a maioria daqueles que compõem a comunidade universitária perdeu o encanto com as questões que expressem a vida real e, portanto, coletiva. É como se cada um, naquele importante espaço institucional, se movesse a partir tão-somente dos limites da sua ilha da fantasia.

 

Embora coletiva, enquanto prática de um fazer social, nessa ilha (particular) de fantasia a violência da calma é dominante. A esse respeito Viviane Forrester já vaticinou que “a violência da calma é a violência da indiferença”.

 

Somente em tempos tão sombrios, do ponto de vista das instituições públicas – como ocorreu na época da ditadura militar, imposta pelo Golpe de 64 –, se poderia conviver com a naturalização da prepotência, do autoritarismo e dos desmandos de um gestor narcisicamente insano.

 

Nesses tempos tão obscuros – fundantes do egocentrismo e do anticoletivismo –, as principais conquistas e avanços da instituição são rejeitados e desconsiderados. Nem todos sempre agem assim. É bom lembrar e ver como exemplo prático a ocupação da reitoria da UnB pelos estudantes quando exigiram e conseguiram a queda do reitor; e, mais recentemente, a manifestação dos estudantes da USP contra a presença dos homens da PM no campus. A história ensina; mas – citando Gramsci – poucos atentam a essa aula.

 

Contigenciados pela indiferença socialmente partilhada, a maioria dos que laboram e estudam na UFPI está conectada virtualmente, mas paradoxalmente ilhada. Dedicada às suas questões e causas mais pessoais, a lógica é que nenhuma conseqüência social pode ser extraída dos espasmos de solidariedade ou dos protestos virtuais em rede. A ADUFPI – através do seu OBSERVATÓRIO, um competente canal da categoria dos docentes ali instalado por decisão de assembléia para fiscalizar a administração superior da UFPI – tem-se empenhado e tem feito a sua parte. E dessa forma, vem denunciando os absurdos da gestão do atual reitor da UFPI. Entretanto, persiste o silêncio. Se o individualismo é o motor, o anticoletivismo é o óleo que faz mover as entranhas de todos os desmandos administrativos do reitor Luiz de Sousa Santos Júnior. Disso não há a menor dúvida.

 

Os que fazem a Universidade Federal do Piauí têm um compromisso com a sociedade como um todo. A tarefa de cada um, lá dentro, do mais graduado e qualificado professor ao mais simples e anônimo servidor e também alunos, ultrapassa as expectativas essencialmente pessoais.

 

Em tempo e a título de reflexão: é necessário estarmos sempre alertos para aquilo que Nietzsche bem nos advertiu: “Cumprem-nos sermos íntegros até a dureza das coisas do espírito para podermos suportar a seriedade da tarefa e a paixão que ela desperta”.

 

*Professor da UFPI e jornalista profissional.

 

 

2. MAIS MISTÉRIO NA UFPI

 

O OBSERVATÓRIO pede aos leitores que por acaso souberem dos conteúdos, dos objetos e das finalidades dos Atos Administrativos, assinados pelo Reitor LUIZ JUNIOR, relacionados a seguir, informem ao OBSERVATÓRIO. São eles:

 

Atos: 152*, 186*, 194*, 195*, 197*, 286*, 406*, 457*, 513*, 532*, 537**, 568*, 582**, 616**, 661*, 688*, 689*, 713*, 727*, 728*. Todos eles de 2009.

 

* Segundo o site da UFPI, estes Atos estão publicados em Boletins Especiais, só que estes BOLETINS ESPECIAIS NÃO CONTAM NO SITE DA UFPI.

 

** No site da UFPI aparece o número desses Atos, porém, sem conteúdo, sem objeto, sem finalidade, ou seja, sem qualquer informação.

 

 

EM TEMPO

 

a) O OBSERVATÓRIO está informado que a ADUFPI protocolou junto ao Ministério Público Federal mais uma denúncia contra o Reitor LUIZ DE SOUSA SANTOS JUNIOR. Amanhã comentaremos.

 

b) Amanhã, O OBSERVATÓRIO voltará a produzir análise sobre os famosos Atos Administrativos, retroativos e pré-datados, assinados pelo Reitor LUIZ JUNIOR.

 

c) O OBSERVATÓRIO entende que já está passando do tempo de uma ação de SONEGAÇÃO DE INFORMAÇÕES contra o Pró-Reitor de Administração FÁBIO NAPOLEÃO.

 

 

 

Ass.

 

 

OBSERVATÓRIO ADUFPI

 

 

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