• ÚLTIMAS
728 x 90

Nota de repúdio ao conjunto de ataques do (des)governo do presidente jair bolsonaro ao povo brasileiro e chamamento da categoria docente para o fortalecimento da greve geral

MEC resolve contingenciar em 30% as dotações orçamentarias para manutenção da UnB, UFF e UFBAe, por extensão, a todas as IFES do país.

Em mais uma atitude inconsequente, típica das suas postagens nas redes sociais,  o presidente da República, Jair Bolsonaro, com o pretexto de "focar em áreas que gerem retorno imediato”, noticiou que o Ministério da Educação estuda descentralizar os recursos de cursos como Filosofia, Sociologia e demais áreas das humanidades para cursos economicamente mais atrativos para o mercado, a exemplo de veterinária, medicina e engenharias.

Dias antes das declarações do presidente da República e seguindo os mesmos passos de ataques ao ensino público, o Ministro da Educação, o senhor Abraham Weintraub, instrumentalizou, via portaria n. 90, de 24 de Abril de 2019, as regras para criação de programas de Pós-Graduação stricto sensu na modalidade de educação a distância, dando total autonomia ao avanço do ensino privado em áreas do conhecimento majoritariamente ligadas às Universidades públicas e precarizando, ainda mais, a qualificação dos docentes aptos a participarem dos futuros programas de Pós-Graduação a nível de mestrado e doutorado. Agora e sob o pretexto de punir eventuais “balbúrdias”, o MEC resolve contingenciar em 30% as dotações orçamentarias para manutenção da UnB, UFF e UFBAe, por extensão, a todas as IFES do país. 

Sabemos, pois, que tais práticas apenas evidenciam o grau de ignorância e incompreensão do real significado do papel da universidade pública, do direito de cátedra e da livre manifestação do pensamento, ação que fere de morte a autonomia universitária, além de ameaças constantes à manutenção dos principios republicanos e  fortalecimento da democracia no Brasil.

Soma-se a esse quadro nebuloso de ataques às universidades, a Reforma Trabalhista e a lei das terceirizações, implementadas ainda no governo golpista de Michel Temer, que, via de regra, não gerou empregos e diminuiu drasticamente o poder aquisitivo da população. Para piorar ainda mais a qualidade dos serviços prestados pelo Estado, o governo ilegitimo de Michel Temer, em conluio com um congresso extremamente perverso e comprometido com o rentismo, aprovou a “PEC da maldade” que congelou investimentos públicos em políticas de alcance social por 20 anos, a exemplo da saúde, educação, geração de emprego e renda.

Em relação ao projeto de Reforma da Previdência, recentemente enviado ao Congresso, mais um conjunto de atrocidades a serem implementadas, tais como: a unificação da idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres, expansão do tempo de contribuição mínima dos atuais 15 para 20 anos, além da permissão de pisos menores do que o salário mínimo, como beneficios sociais para idosos de baixa renda e beneficios de prestação continuadas previstos na LOAS, só para citar alguns dos absurdos.

Diante desse quadro, a resposta a todo esse conjunto de maldades só pode vir das ruas!

Portanto, convocamos todos/todas a participar ativamente das atividades do dia 15 de maio de 2019, data escolhida para o dia nacional de mobilização, paralisação e luta pela educação publica. Dia também de combater todas as atrocidades cometidas contra todos os trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo aos profissionais da educação perseguidos e desqualificados por este (des)governo.

Por fim, precisamos elaborar e executar ações concretas com vistas ao fortalecimento da Greve Geral aprovada pelas Centrais Sindicais para o dia 14 de junho de 2019, contra a Reforma da Previdência, contra os ataques às universidades e aos trabalhadores(as) e pela retorno da democracia no Brasil!

JUNTOS SOMOS MAIS ADUFPI!

Deixe seu comentário