UERJ: Greve Geral

Maio 26, 2009, 4:35 p.m.

Representantes dos professores, técnicos-administrativos e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foram mais uma vez à Alerj nesta quinta-feira, dia 1º. Eles participaram de uma audiência pública para debater a crise na instituição. O objetivo era tentar conseguir o apoio dos parlamentares para pressionar o governo estadual a reabrir o canal de negociação com os grevistas. Durante várias horas os servidores discutiram também a suspensão do vestibular 2006 e as condições precárias do campus da instituição.

A greve de professores, técnicos-administrativos e alunos da Uerj completa dois meses neste sábado, dia 3, sem qualquer possibilidade concreta de acordo. Os movimentos sindicais da instituição não demonstram expectativa para o término da paralisação e o canal de negociação parece cada vez mais fechado. A assessoria da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Secti) informou que o secretário Wanderley de Souza não fará qualquer pronunciamento sobre o caso. A reitoria da instituição, mesmo prejudicada pela greve, manifesta apoio aos grevistas. Segundo o reitor Nival Nunes, a Uerj exige uma solução para a crise financeira da instituição. "Infelizmente, não há qualquer novidade por enquanto", avisa o dirigente.

Para piorar a situação da universidade, nesta quinta-feira os dez elevadores da Uerj foram desligados por falta de pagamento da manutênção. Escadas e rampas foram as únicas alternativas para os que tinham fôlego para encarar os 12 andares do prédio principal da universidade. Devido à diiculdade de locomoção, alunos da Universidade da Terceira Idade (Unati), que funciona no campus da Uerj, não puderam assistir as aulas.

Pedro II e Cefeteq entram em greve

O Colégio Pedro II e o Cefet/Química estão em greve desde a última segunda, 29. A medida deixa quase 12 mil alunos sem aulas (nove mil do Pedro II e três mil do Cefet/Química). Nem mesmo a publicação da Medida Provisória nº 295, que prevê reajuste linear de 12% e restruturação da carreira de docentes de 1º e 2º graus das instituições federais de ensino foi suficiente para redirecionar o movimento dos sindicalistas.

De acordo com Edmar da Rocha Marques, diretor do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), para que a greve seja suspensa, é necessário que o Governo Federal cumpra a parte do acordo relativas aos servidores técnico-administrativos, que pediam a implementação da segunda parte de seu plano de carreira.

"Nós representamos a categoria como um todo. O termo de acordo foi para técnicos-administrativos e docentes. Saiu uma medida provisória que beneficia somente os docentes. Faltam os técnicos-administrativos que têm a segunda etapa do plano de carreira para receber. Falta dar a qualificação e a capacitação segundo termos de acordo. Os técnicos têm que passar a ganhar pela formação, conforme os docentes já ganham", explicou o sindicalista.

A expectativa da secretária de Ensino do Pedro II, professora Vera Maria Ferreira Rodrigues, é de que a questão dos servidores se resolva nos próximos pacotes do Governo, que estão previstos para sair nos próximos dias. De qualquer forma, a professora assegurou que estas aulas perdidas serão respostas. "Estamos torcendo para que isso se resolva. Fizemos todo o esforço para cumprir os 200 dias letivos. O ano letivo de 2005 terminou no dia 18 de março e o ano de 2006 começou somente no dia 5 de abril. Segundo nosso planejamento, o ano de 2006 iria terminar no dia 23 de dezembro. Em função dessa paralisação inesperada, um novo planejamento deve ser feito", acrescentou a docente.

Crise também nas particulares

Alunos de duas faculdades particulares do Rio de Janeiro não estão imunes à crise que assola a educação fluminense. A Universidade Gama Filho e as Faculdades Integradas Bennett paralizaram as atividades. As duas instituições de ensino passam por graves dificuldades financeiras, atrasando o salários dos professores e funcionários por vários meses.

O reitor da Gama Filho, Arno Wehling, disse que os salários de março dos docentes foram pagos na última quarta, 31. Os de abril, porém, continuarão atrasados.

Já no Bennet a situação parece ser bem pior, já que alguns professores afirmam que não recebem salários há mais de um ano. Representantes de centros acadêmicos e de cursos divulgaram uma nota contra a paralização e reivindicam explicações dos responsáveis pela instituição.

Fonte: Folha Dirigida

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