ADUFPI, SINTUFPI e DCE se unem em Greve Geral na UFPI durante o dia 28

Abril 28, 2017, 4:41 p.m.

O dia 28 de abril foi marcado pela Greve Geral no Brasil, um movimento nacional contra as reformas que destroem os direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores brasileiros as quais o governo Temer quer implantar. Categorias diversas em todo o país se uniram contra esse golpe. No Piauí também houve manifestações pela greve. Em Teresina a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí - ADUFPI, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí - SINTUFPI e o DCE da UFPI estiveram realizando atividades no centro e na Universidade Federal durante todo o dia.

Pela manhã as entidades realizaram um café e fecharam todos os setores da UFPI junto aos manifestantes. As classes dos docentes, discentes, terceirizados, técnicos efetivos e funcionários da EBSERH estiverem presentes durante o dia em manifestação. A mobilização aconteceu no pórtico da universidade.

O professor Raimundo Moura esteve presente e explicou o objetivo central da ação. “Nosso objetivo no dia de hoje é mandar o recado para o governo, para que eles entendam que não iremos fechar os olhos para o que está acontecendo, não iremos aceitar essas propostas que ferem nossos direitos, por isso continuaremos em luta contra toda essa bagunça que eles querem fazer” ressaltou o professor.

As manifestações estão baseadas nas principais bandeiras do Governo Michel Temer, que ferem a constituição e os direitos que os trabalhadores conquistaram até o momento. A reforma da Previdência e a reforma trabalhista tramitam no Congresso e devem ser analisadas por deputados e senadores ainda no primeiro semestre. O governo usa a desculpa que as duas propostas são fundamentais para sanear as contas públicas e impulsionar a retomada da economia.

Welter Cantanhêde, Diretor de Administração da Sede Social da Adufpi, falou sobre a importância da mobilização geral. “Hoje é dia de nos manifestarmos em defesa do que a classe trabalhadora vem sofrendo, além de nós que estamos aqui é preciso que a sociedade como um todo lute também para que não soframos essa injustiça e para que os direitos trabalhistas da nossa nação não sejam feridos” disse Welte.

Lila Paz é representante do Sindicato Nacional Dos Docentes Das Instituições De Ensino Superior - ANDES/SN no estado e esteve presente nas manifestações reafirmando a importância de o Brasil acordar para entender o mal que as reformas irão causar. “Desde 2015 que a Greve Geral foi deliberada, foi preciso dois anos para que o Brasil entendesse a importância desse movimento, mas ficamos felizes de vê-los acordando e ver as categorias todas envolvidas em prol dessa luta, que é diária contra os ataques que estamos sofrendo desse governo. Estamos aqui para fazer eles entenderem que queremos uma política limpa e não essa bagunça que querem instalar em nosso país”, disse a sindicalista.

Entre as mudanças que a reforma trabalhista propõe estão: a mudança de jornada diária de trabalho que poderá ser de 12 horas e 220 horas mensais, as férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, não serão consideradas dentro da jornada de trabalho as atividades no âmbito da empresa como descanso, estudo, alimentação, interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme, o trabalhador também poderá ser prejudicado em suas horas de descanso, pois o intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser de apenas 30 minutos, dentre outras mudanças inadmissíveis propostas pela reforma.

Estudantes também estiveram presentes na greve geral realizada na UFPI, Carol Feitosa é estudante de química da instituição e deu sua opinião sobre as reformas. “Nós estudantes também temos que nos mobilizar, essas reformas irão afetar nosso futuro e o de muitos brasileiros, por isso vim participar da manifestação para defender os meus e os direitos de toda nossa sociedade, inclusive daqueles que ainda não acordaram para o que está acontecendo em nosso país”, concluiu Carol.

Na Reforma prevista para a Previdência estão tentando reduzir a idade mínima da regra geral de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, e 25 anos de tempo de contribuição, nessa regra, a idade mínima para a aposentadoria aumentará gradativamente, partindo de 53 anos, para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2036. Para os homens, a idade mínima parte de 55 anos e chegará a 65 em 2038. Essa é apenas uma das questões propostas na reforma, muitas outras características ferem ainda mais os direitos dos trabalhadores.

O Presidente da ADUFPI, Jurandir Lima, ressaltou a importância de todos conhecerem o que está por trás dessas reformas. “A Sociedade precisa acordar para o que está acontecendo no país, essas reformas têm grandes impactos negativos não só para os trabalhadores, mas principalmente para os jovens que estão entrando ou ainda irão entrar no mercado de trabalho, afinal as consequências serão a médio e longo prazo, então precisamos entender e lutar para que não aconteça garantindo o futuro dos nossos jovens e do nosso trabalho”, explicou Jurandir.

A reforma trabalhista já foi aprovada pela Câmara nesta semana e agora segue para o Senado. A da Previdência deve ser votada no dia 03 de maio na comissão especial da Câmara. Depois, ainda tem que passar pelo plenário da Casa e pelo Senado.

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