ANPG condena cortes em Ciência e Tecnologia e na Educação

Março 2, 2012, 11 a.m.

Em 2011, o MCTI também havia perdido investimentos devido ao contingenciamento. Do orçamento previsto no ano passado, de R$ 7,4 bilhões, a pasta perdeu R$ 1 bilhão e o valor caiu para R$ 6,4 bilhões. Em 2010, o valor destinado para investimentos em ciência no Brasil foi de R$ 7,8 bilhões. Dessa forma, o orçamento do MCTI vem sendo diminuído, ano após ano, chegando atualmente à cifra de R$5,2 bi – quase um terço a menos que há 2 anos.
"A história recente nos mostrou que, em momentos de crise, a melhor resposta não é o contingenciamento e austeridade, mas estímulo ao crescimento. Essa decisão de corte mais uma vez compromete o desenvolvimento do país e faz o Brasil perder a chance de investir em seu maior patrimônio: os recursos humanos”, disse a presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo.
Ela lembrou que o corte afetará o desempenho do país, que atravessa uma boa fase. “Observe que estamos falando de cortes em educação, ciência e tecnologia do país que hoje é a sexta economia do mundo. Justamente quando nossos desafios são maiores e que deveríamos investir mais em questões estruturantes, ou seja, educação e Ciência e Tecnologia”, defendeu Elisangela.

Educação
Na educação, o corte será de R$ 1,938 bilhões. O corte vai contra a principal bandeira de luta do movimento estudantil brasileiro: maiores investimentos na educação, uma vez que a mesma é o pilar para a construção de um projeto de desenvolvimento para um Brasil mais democrático, soberano, ambientalmente sustentável e socialmente includente. A União Nacional dos Estudantes (UNE) já havia se posicionado contra os cortes anteriormente.
A ANPG lembra que as ações implantadas no início deste ano seguem um rumo diferente dos compromissos assumidos pela presidente Dilma Rousseff, que afirmou como pilares de seu governo a educação e ciência.
O corte contradiz também a política anunciada durante a posse do novo ministro de ciência, tecnologia e inovação, Marco Antonio Raupp, em janeiro. Na ocasião, Raupp chegou a fazer promessas em relação à área espacial, como o lançamento do Amazônia 1, um satélite inteiramente brasileiro em 2015.
Não é a primeira vez que a ANPG critica cortes no Orçamento da União. Em janeiro de 2011 a entidade lançou uma nota sobre o assunto, considerando o efeito danoso de tal medida para o desenvolvimento econômico e social da nação. Além do mais, os cortes efetivados distanciam ainda mais a possibilidade de vitória na pauta de resjuste das bolsas de mestrado e doutorado, congeladas há 1357 dias.

Fonte: UJS

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