Aumentar os juros é frear o desenvolvimento do país

Jan. 24, 2011, 7:18 a.m.


 
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) manifesta sua posição contrária em relação ao aumento da taxa de juros divulgado dia 19/01 pelo Banco Central. A alegação de que essa impopular medida seria necessária para conter a inflação não passa de mera cantilena, advinda dos poderosos setores da sociedade interessados na manutenção da maior taxa de juros real do mundo.

É frustrante que o mandato da presidente Dilma Rousseff se inicie com tal decisão. A CTB entende que o novo governo poderia ter sinalizado o início de uma nova era para o país, na qual a orientação monetária do Banco Central pudesse ter um rumo mais ousado – diferente daquele comandado por Henrique Meirelles durante oito anos.

A presidente Dilma Rousseff certamente tem conhecimento de que a decisão de aumentar a taxa Selic para 11,25% ao ano significa um retrocesso para o país. Tal medida reflete no crescimento, no desenvolvimento e nos investimentos necessários para que o governo coloque em prática seu principal compromisso: a erradicação da miséria.

A CTB espera que o novo governo decida enfrentar, o quanto antes, o conservadorismo da política financeira que ainda vigora no Brasil. É preciso que a presidente Dilma Rousseff chame para si essa responsabilidade e proponha um novo rumo para a política monetário do país, de modo que o desenvolvimento econômico e social da nação se torne de fato uma realidade, em consonância à expectativa criada por aqueles que a elegeram.

Wagner Gomes
Presidente nacional da CTB



O aumento da taxa básica de juros (Selic) de 10,75% para 11,25% foi contestado pelo secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), João Cayres, que defende a redução dos juros como caminho para o desenvolvimento, com geração de emprego e aumento da renda.


 “O argumento para a medida é que se trata de uma ação para conter as pressões inflacionárias, em função de reajuste das despesas escolares e pagamentos como IPTU e IPVA. Para a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT trata-se de um golpe duro para os trabalhadores e a economia do país, que fechou o ano de forma aquecida e em alta. Aumentar os juros só beneficia os banqueiros, que gostam de ganhar dinheiro ao explorar duas vertentes: a especulação em papéis da dívida pública e as cobranças abusivas praticadas junto aos trabalhadores na cobrança de empréstimos, cheque especial e outros serviços bancários”, argumenta.


 Para conter a inflação, ressalta a CNM, “é necessária também uma fiscalização mais rigorosa sobre alguns setores. Os produtores de carne nunca venderam tanto e, percebendo isso, subiram os preços assustadoramente nos últimos meses, colocando a culpa nos custos da alimentação do gado. Esse tipo de aumento abusivo é algo nocivo para a economia e que precisa ser melhor avaliado”.


 Ainda conforme o dirigente da CNM, “o aumento da taxa Selic elevará substancialmente a dívida pública e reduzirá os investimentos do governo.  O economista Amir Khair afirma que se a taxa chegar a 11,75% até o final deste ano, o Brasil gastará R$ 40 bilhões a mais com a rolagem da dívida. O equivalente a três vezes o valor que o governo gasta em um ano com o Bolsa Família!”


 João Cayres defende que é possível crescer sem a necessidade de prejudicar aqueles que são os principais responsáveis pelo sucesso que o Brasil vive hoje: os trabalhadores. “A redução dos juros aumenta o investimento produtivo e é este o caminho que defendemos. O desenvolvimento do país está muito acima do que apenas ter uma meta de inflação. Precisamos gerar desenvolvimento, emprego e renda. E como a própria presidenta Dilma afirmou em sua posse, temos que lutar pelo fim da miséria em nosso país. Diminuir os juros é um passo importante neste sentido”, sublinha.


Aumentar os juros é frear o desenvolvimento do país


 Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT defende redução dos juros como caminho para o desenvolvimento
 O aumento da taxa básica de juros (Selic) de 10,75% para 11,25% foi contestado pelo secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), João Cayres, que defende a redução dos juros como caminho para o desenvolvimento, com geração de emprego e aumento da renda.


 “O argumento para a medida é que se trata de uma ação para conter as pressões inflacionárias, em função de reajuste das despesas escolares e pagamentos como IPTU e IPVA. Para a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT trata-se de um golpe duro para os trabalhadores e a economia do país, que fechou o ano de forma aquecida e em alta. Aumentar os juros só beneficia os banqueiros, que gostam de ganhar dinheiro ao explorar duas vertentes: a especulação em papéis da dívida pública e as cobranças abusivas praticadas junto aos trabalhadores na cobrança de empréstimos, cheque especial e outros serviços bancários”, argumenta.
 
Para conter a inflação, ressalta a CNM, “é necessária também uma fiscalização mais rigorosa sobre alguns setores. Os produtores de carne nunca venderam tanto e, percebendo isso, subiram os preços assustadoramente nos últimos meses, colocando a culpa nos custos da alimentação do gado. Esse tipo de aumento abusivo é algo nocivo para a economia e que precisa ser melhor avaliado”.
 Ainda conforme o dirigente da CNM, “o aumento da taxa Selic elevará substancialmente a dívida pública e reduzirá os investimentos do governo.  O economista Amir Khair afirma que se a taxa chegar a 11,75% até o final deste ano, o Brasil gastará R$ 40 bilhões a mais com a rolagem da dívida. O equivalente a três vezes o valor que o governo gasta em um ano com o Bolsa Família!”


 João Cayres defende que é possível crescer sem a necessidade de prejudicar aqueles que são os principais responsáveis pelo sucesso que o Brasil vive hoje: os trabalhadores. “A redução dos juros aumenta o investimento produtivo e é este o caminho que defendemos. O desenvolvimento do país está muito acima do que apenas ter uma meta de inflação. Precisamos gerar desenvolvimento, emprego e renda. E como a própria presidenta Dilma afirmou em sua posse, temos que lutar pelo fim da miséria em nosso país. Diminuir os juros é um passo importante neste sentido”, sublinha.
 

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