Ficha Limpa: A dignidade não pode acabar

Julho 22, 2010, 5:15 a.m.


Como votar com consciência; se desde criancinha ouvimos o popular bordão referendado pela justiça de todas as instâncias; principalmente das ditas superiores; as TS da vida.


Votar no menos pior – naquele que rouba menos? Rouba; mas faz…


É fácil dizer que os políticos são aproveitadores ou ladrões…


No Brasil, geração após geração, a repetição de fatos públicos ligados a decisões políticas criou uma perigosa deturpação: a confusão entre a arte da política e a politicagem ou a safadeza dos donos dos currais eleitorais que comandam o rebanho dos ignorantes necessitados de privilégios…


São coisas de identidade bem diferenciadas; que a repetição continuada e; a impunidade transformou numa coisa só. Poucos; muito poucos que militam na área política se esforçam para mudar esse estado de coisas, até porque, sonham, desejam manipular as pessoas para proveito próprio.

Não adianta tentar tapar o sol com a peneira da perseguição política e pessoal: Na cultura política nacional, toda pessoa ligada ao meio é vista pela maioria como falsa e aproveitadora.


Nosso maior problema como uma nação, não é a miséria, a fome, a violência ou o desemprego do presente. É a criança que cresce e forma sua visão de mundo da política, ouvindo dos pais e dos adultos que, a política é a arte da enganação, da roubalheira.


Essa cultura ou educação política tende a afastar muita gente boa e capaz da política. O que explica em parte a formação das oligarquias dos antigos coronéis sendo perigosamente substituídos por facções religiosas dominando partidos políticos.


Manipuladores x manipulados:


Existe uma face invisível do poder: a classe média ou maioria silenciosa; constituída por boa parte dos que vivem à custa de manter a turma dos poderosos de carteirinha: apenas para satisfazer seus interesses.


O arrocho sobre os medianos é um aviso da natureza; pois os mais perigosos para a paz social são os meio-termos, os um pouquinho mais do que os outros, os que se degladiam entre si para manter os interesses dos que tentam manipular o poder. Na sua ânsia de riqueza e de poder ignoram a arte da política como instrumento de progresso, mantendo-a como politicagem.


A atitude, de teimosamente, ignorarmos a vivência política como uma das mais importantes ferramentas de gerenciamento dos interesses pessoais que devem ser compartilhados gerando o interesse coletivo. Além de nos trazer a violência interna, é capaz de nos colocar à mercê da decisão de outros povos, na forma de guerras econômicas, protecionismos.
O Analfabetismo político pode destruir a Nação.


DIGNIDADE JÁ!


Precisamos acabar com pedintes de favores; como a maioria dos “analfabetos políticos” que na hora de exercer seu direito de escolha elegem como seus legítimos representantes sujeitos parecidos com eles.


Deixam-se influenciar por pesquisas; e, na hora de votar; CLICAM; nos que estão na frente, para logo depois, quando seus interesses mais imediatos são contrariados, criticarem os que elegeram. Para depois até jurar por Deus que não votaram neles; falsos que são.


Na hora de exercer seu direito e dever de escolha votam a troco de belas e vazias palavras, bolas, camisetas, camisinhas, bolsas – famílias, chuteiras, canetas, dentaduras, badulaques, ou promessas de empregos para seus familiares.
Todos nós somos capazes de pensar.


Todos nós temos o direito e a liberdade de observar, refletir e agir.


Portanto: A falta de iniciação no beabá político é uma gravíssima doença social.


Que pode acabar com as esperanças de um indivíduo, de uma família, de um grupo social, ou até de uma Nação.


É muito triste ver nossos filhos e jovens, crescendo e alimentando a esperança de ter uma vida melhor “lá fora” – lavando pratos e enxugando com seu diploma. Ainda carecemos de identidade como povo e, num mundo que virou quintal de alguns países, isso pode nos levar a perder a auto-determinação.


Educação política é a solução (matéria a ser ensinada em Universidades).
A qualquer momento, e não apenas; num longo prazo; a solução para muitos ou todos os nossos problemas sociais está em politizar as pessoas.


Um cidadão politizado exige seus direitos, cobra a justa aplicação das leis e, não cria a dependência dos privilégios, das esmolas e dos favores dos que se apossam do poder.


A dependência de qualquer tipo sob qualquer circunstância; traz sérios problemas coletivos e, cria conflitos complicados e dolorosos nas diversas “cadeias sociais”, superpopulosas, de todos os tipos.


Afinal; na prática há tanta diferença entre uma penitenciária e uma empresa onde vale tudo, até matar ou morrer para sobreviver no emprego ou no cargo?


A educação política pode ensinar as pessoas que a vida em comum é interdependente.
Todos nós interdependemos uns dos outros.


Quando as pessoas se politizarem, estarão capacitadas a perceber que nunca dependeram nem dependem de ninguém; apenas interdependem, se complementam. Exigem e tornam-se parte atuante do conceito de responsabilidade social; que vira palavras vazias sem pessoas.


Em se tratando de política:


Não são os políticos que vão mudar as coisas; e sim, o Povo, as pessoas comuns; mas, apenas, quando se tornarem mais exigentes de seus direitos e não de privilégios.


É pena que para isso, a maioria precise levar muitas “surras da vida”. O que é uma mera decisão de política íntima, apenas uma questão de escolha…


Não deixe o projeto FICHA LIMPA IR PARA O RALO – muito menos que gere saldos bancários em paraísos aqui ao lado…


Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.


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