Diretor do DIAP convoca sindicalistas a se engajarem nas eleições.

Ago. 12, 2010, 8:43 a.m.


Por Antônio Augusto de Queiroz*


No caso da Presidência da República, qualquer que seja o resultado, os desafios para esses três grupos de assalariados (trabalhadores, servidores e aposentados), serão grandes em relação à situação atual.


Com Lula, que possui relações políticas e fraternais com esses segmentos, o acesso ao Governo, em geral, e ao presidente em particular, tem sido fácil, tanto por intermédio das centrais sindicais, como das entidades de categorias profissionais, inclusive com espaço nos fóruns e instâncias de dialogo.

Mesmo na hipótese provável de eleição de Dilma Rousseff, candidata oficial, a relação com os movimentos sociais estará longe da praticada durante os governos do presidente Lula.


Dilma Rousseff não é oriunda do movimento social, como Lula, nem possui afinidade ou proximidade com o setor sindical. Sua relação com esse segmento terá que ser provocada, seja por integrantes de seu futuro Governo, seja por intermédio de parlamentares que façam essa interlocução.


Se for José Serra, a situação então será tão ou mais difícil do que foi nos governos FHC.
Por isso, é fundamental que os trabalhadores elejam uma grande bancada identificada com os pleitos dos assalariados do setor público e da área privada, incluindo os aposentados e pensionistas.


Os parlamentares, no período pós-Lula, serão acionados para mediar conflito com o setor privado e com os governos - federal, estaduais e municipais - bem como para intermediar demandas com a Administração Pública.

No período do presidente Lula, o papel da bancada sindical no Congresso foi mais de apoio às propostas do Governo e resistências às investidas da bancada empresarial, como no caso da Emenda 3, do que de resistências às perseguições patronais e dos governos federal, estaduais e municipais.

No caso do setor público, o Governo Federal fortaleceu a máquina pública e reajustou os salários dos servidores, com isto os governos estaduais e municipais ficaram constrangidos em enxugar a máquina ou arrochar salários. A postura da União serviu de paradigma para os estados e municípios. Isto foi positivo para a luta sindical dos servidores.


No caso do setor privado, o setor empresarial evitou perseguir os trabalhadores durante o Governo Lula. Como estavam lucrando muito, não ousaram demitir exageradamente nem perseguir as lideranças.


Quem tentou fazer isto tomou bronca do presidente, caso da Vale e da Embraer, que ameaçou suspender os financiamentos do BNDES e acionar os fundos de pensão para substituir os dirigentes dessas empresas.

Sem Lula não há garantia de que a política de valorização dos servidores continue nem a certeza de respeito do setor empresarial ao movimento sindical e aos trabalhadores, o que irá exigir uma presença maior dos parlamentares identificados com os assalariados para abrir portas e mediar conflitos.

O movimento sindical, de trabalhadores e servidores, bem como as entidades de aposentados, por intermédio de suas lideranças, têm a obrigação de se engajar nas campanhas dos candidatos identificados com seus representados, inclusive contribuindo financeiramente para a campanha, para eleger uma grande bancada, sob pena de retrocesso nos direitos sociais dos assalariados.

*Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

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