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Adufpi cobra apoio da bancada federal do Piauí contra os ataques às Universidades

  • In Sindical
  • 15:27, Mai 18
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O objetivo desse encontro foi promover uma discussão sobre as atuais medidas do governo Bolsonaro que atacam frontalmente as condições de funcionamento das universidades federais brasileiras, dos Institutos Federais, dos órgãos de fomentos à pesquisa e da Embrapa.

Ontem, 17 de maio, a Adufpi e a Reitoria realizaram um café da manhã no salão nobre da Ufpi, com a participação de seis, dos dez representantes do Piauí na Câmara Federal. Também participaram o representante da Embrapa e do IFPI de Teresina. Além do deputado estadual Themístocles Filho - presidente da Assembleia Legislativa do Piauí e um representante do Senador Elmano Ferrer, gestores e alguns convidados.

O objetivo desse encontro foi promover uma discussão sobre as atuais medidas do governo Bolsonaro que atacam frontalmente as condições de funcionamento das universidades federais brasileiras, dos Institutos Federais, dos órgãos de fomentos à pesquisa e da Embrapa. O objetivo da reunião era obter dos representantes do Piauí um compromisso no sentido de barrar tais medidas.

 Conforme a avaliação do Pró-Reitor de planejamento, o Professor André Macedo, o corte de recursos definido pelo Ministério da Educação terá implicações diferenciadas nas instituições de ensino superior. No caso da UFPI, o impacto será de aproximadamente 44%, o que redundará em diminuição da força de trabalho terceirizada e até mesmo corte em elementos básicos do funcionamento da instituição, como energia elétrica, transporte, internet e assistência estudantil, interferindo no fornecimento de alimentação e bolsas de estudo ou trabalho para os estudantes. Segundo o Pró-Reitor, se os cortes ou bloqueio de recursos não forem revistos, haverá o fechamento da UFPI em curto espaço de tempo. A fala do professor André foi reforçada pelo Reitor, professor Arimatéia Dantas, que chamou atenção para a diferença entre cortes, bloqueio e contingenciamento de recursos, no âmbito do orçamento público.

Na mesma linha manifestaram-se os representantes do IFPI e da Embrapa. No caso dessa importante instituição de pesquisa agropecuária, haverá de imediato o comprometimento de experimentos em andamento. Resguardadas as diferenças, todos concordaram que, independentemente de qual seja a medida adotada, enfrentarão grandes dificuldades para manter o funcionamento destas instituições ao longo de 2019.

O presidente da ADUFPI, professor Jurandir Lima, fez uma intervenção política ressaltando a gestão desastrosa do atual governo. Denunciou em sua fala a ingerência inconstitucional na autonomia das universidades e na livre organização dos movimentos sociais, expressa na medida provisória que proíbe o desconto em folha de pagamento de 1% como contribuição dos filiados em favor dos sindicatos e o Decreto último, que retira dos reitores a prerrogativa de livre nomeação de suas equipes. Solicitou o compromisso dos parlamentares com relação a esses pontos, ao corte dos recursos e à reforma da previdência.

O professor Jurandir Lima também destacou que o atual governo banaliza a maldade como paradigma, na condução da política. É um governo que agride a idosos, índios, LGBT´s e mulheres e agora ataca a juventude, quando ameaça cortar verbas que podem inviabilizar as universidades. Que faz isso jogando sobre os professores e instituições, a culpa das mazelas do nosso país. Ressaltou ainda que a população já começa a sinalizar arrependimento na eleição do atual governo, prova disto foi o ato do dia 15 de maio, que levou de novo a população às ruas para protestar contra os ataques que o governo Bolsonaro faz aos mais pobres e contra o desmonte das políticas públicas em curso.

 Já os deputados e deputadas presentes manifestaram em suas falas a crítica com relação ao tratamento dispensado pelo governo às universidades públicas federais, que tem na sua origem uma manifestação ideológica e não técnica para a justificativa dos cortes e outras medidas que ferem a autonomia universitária. Os deputados Assis Carvalho, Flávio Nogueira, Merlong Solano e Júlio César e as deputadas Rejane Dias e Margareth Coelho consideram tais medidas agressivas e inadmissíveis, ao tempo em que denunciaram a paralisia do MEC para tocar os assuntos urgentes da pasta, a exemplo dos encaminhamentos relativos ao FUNDEB, já que o governo tem proclamado a prioridade do ensino básico em detrimento do ensino superior, forjando uma dicotomia que só existe na cabeça de quem não entende nada de educação.

Ao final, o deputado Assis Carvalho propôs reforçar o encaminhamento junto a outras bancadas, no sentido de obstruir qualquer votação relativa à reforma da previdência até que todas as medidas de corte de verbas e ataques à autonomia das universidades sejam revistas pelo governo federal.

Para nós, da diretoria da ADUFPI, o encontro foi muito positivo, tendo em vista que agregou-se à pauta de mobilizações encaminhadas pela gestão, nos últimos meses. Além disso, abriu mais uma frente de interlocução dos docentes e sociedade, na defesa do patrimônio do povo brasileiro que são as nossas universidades. Cabe destacar, que algumas destas instituições figuram entre as melhores do mundo. Como vemos, temos uma grande causa para defender.

À luta! Juntos, somos mais ADUFPI...

A DIRETORIA

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